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Estado de Minas
Data: 12.08.2009
Por: Denise Menezes
 
Sem fiador | Formas alternativas de fiança evitam constrangimento com parentes e amigos para quem precisa alugar um imóvel.
 

Com o casamento marcado com uma moça de Belo Horizonte, o funcionário público Hugo Rocha Carvalho Moraes decidiu se transferir de Viçosa para a capital e, para isso, precisou alugar um apartamento. Mas o negócio lhe trouxe uma preocupação. "Não tenho parentes em BH e, portanto, não teria como apresentar fiadores para fechar o contrato de locação, já que não queria passar pelo constrangimento de pedir um favor desses para a família de minha noiva", lembra.

A princípio, para solucionar o problema, Hugo propôs à imobiliária que o auxiliou a encontrar o imóvel, um apartamento no Bairro Grajaú, o pagamento adiantado de três aluguéis - processo conhecido como caução -, o que substituiria a apresentação dos dois fiadores proprietários de imóveis na cidade, forma de fiança mais usada no mercado imobiliário de Belo Horizonte. "Já tinha feito isso antes em Viçosa, onde tive o mesmo problema para alugar o imóvel, porque sou do Rio de Janeiro. Mas a atendente da imobiliária me falou sobre a possibilidade de adquirir um título de capitalização e, como tinha umas economias na caderneta de Poupança que não pretendia usar no curto prazo, achei a ideia interessante e resolvi aceitá-la", conta.

Os recursos desembolsados por Hugo para comprar o título de capitalização foram de sete vezes o valor de um aluguel mensal. "O valor é alto. Mas, como o dinheiro aplicado na poupança rende 6% ao ano, fiz os cálculos e vi que só perderia rendimentos equivalentes a meio aluguel por ano. Acho que vale a pena, para não ter a dor de cabeça e o constrangimento de pedir que alguém seja meu fiador", afirma, ao lembrar que ele poderá resgatar o dinheiro aplicado no título de capitalização, com correção monetária, caso não fique inadimplente com os pagamentos do aluguel, em um prazo de 12 meses, depois da operação, ou reaplicar os recursos para uma nova fiança no período seguinte. "Sem falar que não há nenhuma burocracia e o processo é imediato. Basta pagar e assinar o contrato de locação. Só perdi tempo na fila do banco, para pagar o título".

Evitar constrangimentos com parentes ou amigos foi o que também motivou a assistente financeira Denise Andrade Silva a optar por um seguro-fiança como garantia no contrato de locação de um apartamento para o filho, em Belo Horizonte. "Embora more em BH e tenha família aqui, não queria passar por esse constrangimento e escolhi o seguro para ter autonomia e não depender de ninguém para alugar o apartamento. Além disso, o processo foi rápido e pude parcelar o valor do seguro em três vezes", diz.

 

 
 
     
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