Conheça o programa de responsabilidade ambiental da SulaCap.
Títulos para garantir o Aluguel – Novembro 2011
Títulos para garantir o Aluguel
Jamille Niero -
A modalidade, apesar de não ser nova, está se desenvolvendo e se tornando uma boa oportunidade de negocio. Reformulação nos produtos e investimentos em parcerias movimentam o mercado
Um formato de titulo de capitalização que tem se destacado no setor é o que substitui a exigência de fiança nos contratos comerciais. Neste ano, algumas empresas apostaram em mudanças e novas parcerias para emplacar essa modalidade.
A SulaCap por exemplo, reformulou o Novo Garantia de Aluguel, incluindo outra opção de prazo (de 15 meses) para o contrato de novas assistências . O novo prazo permite ao locatário manter o título de capitalização somente enquanto seu contrato de aluguel estiver em vigor, normalmente 30 meses. O plano de 12 meses continua e ambos podem ser renovados automaticamente durante a vigência do contrato.
Já a assistência passa a oferecer descontos em comprar pela internet, em empresas como Lojas Americanas e Submarino, além dos já existentes serviços como chaveiro encanador, eletricista, etc. “O principal objetivo do ajuste foi oferecer aos clientes um produto com prazo superior ao que era comercializado até então. O lançamento dói no final do semestre passado, mas observamos que a resposta foi muito boa”. Avalia Sérgio Diuana, vice-presidente executivo da SulaCap. A companhia pretende fechar 2011 com mais de R$ 1 Bilhão de receita.
Apenas no primeiro semestre de 2011, o Novo Garantia de Aluguel cresceu 37%.
A Brasilcap também viu potencial nesse formato. Em 2009, a companhia disponibilizou o Cap Fiador apenas aos seus correntistas. No ano passado, passou a comercializar nas agencias do Banco do Brasil, e em outubro do mesmo exercício, fez uma parceria com representantes de imobiliárias e corretores de seguros de diferentes regiões do país.
Com o título é possível realizar um pagamento único que varia de R$ 2 mil a R$ 30 mil e resgatar até 100% do valor dependido após o fim do prazo de capitalização, que é de 30 meses.
Durante esse período, o cliente concorre a premiações mensais. Caso a garantia ultrapasse R$ 30 mil, mais títulos podem ser adquiridos para alcançar o valor necessário.
De acordo com Joilson Ferreira, diretor comercial da Brasilcap, o corretor de seguros é o principal meio de distribuição de produto. “A parceria com os corretos é quase a única forma de atingir o público que desejamos. É possível trabalhar direto com as imobiliárias, mas seria necessário trabalhar com empresas muito grandes para conseguir o volume suficiente. Preferimos os corretores porque eles são parceiros de varias imobiliárias e tem condição de estrutura para focar na informação. Porque as vezes a imobiliária não explica todos os detalhes sobre o funcionamento do título. O corretor entende melhor isso”. Analisa. Atualmente, a Brasilcap tem 13 corretores parceiros na comercialização do Cap Fiador no Brasil inteiro. O número estimado de imobiliárias atingidas chega a 1.200 e a idéia é aumentar nos próximos anos.
Em Setembro, a companhia fechou uma parceria com a Unioncorp para comercializar o produto em São Paulo. Com a abertura das vendas do Cap Fiador, a expectativa da Unioncorp é aumentar em 50% a comercialização de garantias locatícias. Maria Cristina
Caldeira, sócia-diretora da corretora conta que há 10 anos trabalha com títulos de capitalização como alternativa para o fiador. A SulaCap é outra parceira. “O título de capitalização como alternativa para a garantia locatícia representa 10% do nosso faturamento”. Comenta Maria Cristina. Segundo ela, é um tipo de produto que vem crescendo, especialmente com o aumento da divulgação. Em 2010 a expansão do produto na corretora foi de 50% em comparação a 2009.
Apesar de ter como carro-chefe o seguro fiança locatícia, a diretora acredita que há espaço para os dois tipos. “É um produto muito novo, acho que o mercado precisa conhecê-lo melhor e ganhar confiança. Acredita que a sua utilização aumentara ao logo do tempo!”, ressalta. Tanto que, para 2012, ele prevê dobrar produção da capitalização.
Crescimento do setor
Segundo Ismar Torres, diretor executivo da FenaCap, de janeiro a julho de 2011 a capitalização acumulou R$ 7,6 bilhões em faturamento, representando um aumento de 15,91%, em relação ao mesmo período de 2010. A expectativa é manter o crescimento de 15%. A expansão do setor já é expressiva, mas ainda há espaço para mais” opina. Ainda de acordo com o executivo, o crescimento pode ser atribuído aos mais de 30 milhões de pessoas que ingressaram na classe C. Ca capitalização funciona como porta de entrada das classes C e D no segmento bancarizado, já que combina a possibilidade de concorrer a sorteios e prêmios a uma forma de guardar dinheiro de forma programada e com disciplina. “ A Capitalização tem propiciado a esse publico o aprendizado para lidar com a formação de uma reserva financeira”. Destaca.
Modelos diferenciados de distribuição também são boas oportunidades. Apesar de não ser novo, o formato adotado pela Classic, (do grupo Brasil Insurance) dá resultados. Segundo o presidente da corretora, Rubens Nogueira Filho, a capitalização é acoplada aos produtos comercializados de forma massificada, desde 2000. “São produtos de tíquetes baixos distribuídos em grandes redes varejistas. De todo os que vendemos, como seguros e assistências, sempre agregamos um sorteio que é lastreado por um título de capitalização”, explica.
Nogueira Filho diz que não é possível medir o crescimento apenas da capitalização, já que ela é agregada ao produto final. Mas a operação como um todo expandiu cerca de 20% nos últimos 3 anos.
De acordo com ele, agregar a capitalização é uma boa forma de motivar o consumidor na compra. “Se ele não precisa usar o seguro ou o serviço pode aproveitar o produto, concorrendo ao sorteio mensal” completa. A Classic já trabalha com quatro companhias de capitalização. Para o ano que vem, Nogueira Filho aguara a entrada de novas companhias no setor. “Haverá mais concorrência e mais oportunidades. Certamente surgirão novos produtos, e quem ganhará com isso será o consumidor e o corretor que souber aproveitar a onda”, avalia.







